Negócios da Moda
Administração e criatividade no fashion business
Foi na década de 1990 que os grandes conglomerados de luxo começaram a se formar na indústria da moda. Marcas que até então eram geridas por empresas familiares foram adquiridas por grandes empresas. Foi nesta época que a Gucci, Yves Saint Laurent e Balenciaga foram compradas pelo grupo PPR, e a Christian Dior, Bottega Veneta, Givenchy pelo conglomerado de luxo LVMH. Dez anos depois, processos semelhantes passaram a acontecer no Brasil.
Para discutir e entender um pouco mais sobre o assunto, o segundo dia do Pense Moda trouxe o estilista Fause Haten, o dono da Uma e vice-presidente da Associação Brasileiro de Estilistas (ABEST), Roberto Davidowicz, e a consultora de produto e negócios da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Geni Ribeiro. Silvio Passarelli, diretor da faculdade de artes plásticas da FAAP mediou o encontro.
Fause Haten, que vendeu sua marca para o extinto grupo I´M em janeiro de 2008, e veio descobrir meses depois que o negócio era um grande engodo. Segundo ele, o mercado nacional parece dar sinais de amadurecimento aplicando regras administrativas e financeiras para negócios baseados na craitividade. "Faltam gestores que conheçam a anatomia de uma empresa criativa", completou Silvio Passarelli, que defende a necessidade de cursos de gestão criativa para formar profissionais que trabalhem priorizando a criação. "Isso deveria valer não só para moda, mas para tudo, afinal a originalidade é um requisito indispensável para qualquer negócio dar certo", afirma Geni. A profissional também defende que é imprescindível que os gestores tenham um mínimo de conhecimento sobre moda e não só sobre roupa para terem melhores condições de vender seus produtos e de administrar de forma mais eficiente o fashion business.
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(05-11-2009)